O período de gestação dura aproximadamente 40 semanas ou 280 dias e é composto de diversas mudanças no corpo da mulher: adaptações anatômicas e fisiológicas, que criam um meio adequado para o feto crescer e se desenvolver. As mudanças anatômicas ocorridas nesse período podem causar alterações no andar da gestante colaborando para uma variedade de condições de uso exagerado do sistema músculo-esquelético.
A postura da gestante está influenciada pela modificação do centro da gravidade, que apresenta uma tendência em deslocar-se para frente, devido ao crescimento útero abdominal e aumento das mamas. Para compensar, o corpo projeta-se para trás, favorecendo o aumento da lordose lombar, amplia-se o polígono de sustentação, os pés se distanciam e as escápulas se dirigem para trás, a porção cervical da coluna alinha-se para frente. No cotidiano da mulher gestante trabalhadora essas mudanças aumentam a fragilidade da musculatura compensatória das regiões lombossacra e cervical, o que dificulta o desempenho profissional com lombalgias e cervicalgias freqüentes
Mais de um terço das mulheres grávidas se referem à lombalgia como um problema severo, que interfere em suas atividades cotidianas, além de contribuir para insônia por se manifestar durante a noite. A dor lombar é considerada três vezes mais comum entre mulheres grávidas quando comparada ao resto da população.
Mas tudo isso pode ser amenizado com o método de condicionamento físico Pilates. Desde que não haja contra-indicação médica, as grávidas podem começar o exercício logo depois do terceiro mês de gestação e manter a prática até o final do sétimo. Os benefícios? A modalidade alonga e fortalece a musculatura, principalmente a de abdômen, glúteos e parte inferior das costas, considerada o centro de força do corpo e responsável pela sustentação da coluna vertebral.
Outras vantagens deste método são: Permitir trabalhar a musculatura interna, no sentido de prevenir a incontinência urinária; reforçar o pavimento pélvico, preparando a grávida para o parto, dando-lhe também maior autoconsciência corporal para que se consiga focar nesta área durante o parto; melhorar a postura, ajudando a manter a posição “neutra” da coluna, protegendo as costas; e ajudar a descontrair e a dormir melhor.
Na gravidez, além do estrogênio e da progesterona, outro hormônio, chamado relaxina também se eleva. A relaxina proporciona maior mobilidade aos ligamentos, permitindo a estabilidade das articulações. As articulações que conectam os ossos da pelve tornam-se mais frouxas e alongadas, preparando-se para o parto. Contudo, a estabilidade articular é reduzida. O método Pilates incentiva o controle muscular postural, que compensa os ligamentos enfraquecidos, ajudando a evitar os problemas comuns nas articulações e a tensão lombar. As técnicas de respiração trabalhadas no Pilates também ajudam a relaxar e respirar com mais eficiência, induzindo a calma e reduzindo de forma eficaz os níveis do cortisol, que é o hormônio do estresse. Pilates atua no fortalecimento do músculo do períneo dando uma melhor sustentação ao peso do feto, estimula o desenvolvimento da musculatura do abdômen e o trabalho de respiração que beneficia o bebê com a melhor oxigenação do organismo da mãe.
Pilates não é recomendado nos casos de gestantes com descolamento prematuro da placenta, sangramento vaginal persistente, pré-eclâmpsia, doença cardíaca grave, hipertensão pela gravidez e retardo do crescimento intra-uterino.
No pós-parto o Pilates age na tonificação do abdômen e na recuperação do assoalho pélvico (região que sustenta os órgãos do sistema reprodutor) promovendo uma rápida recuperação, cicatrização, e reconquista da qualidade muscular. Recuperando-se assim a forma, confiança e auto-estima.
Fontes: http://bit.ly/yYMSK4
http://bit.ly/xCLkSj
http://bit.ly/AhAA91

